Geomorfologia


Em termos geomorfológicos, cerca de metade da bacia do São Francisco abrange o domínio morfoestrutural dos Crátons Neoproterozóicos, em particular o Cratón São Francisco. Sobre as rochas do embasamento cristalino do Cratón desenvolvem-se as Bacias e coberturas sedimentares do Fanerozóico. A única região da bacia de São Francisco que não abrange o domínio dos Crátons Neoproterozóicos é o Baixo São Francisco. Nesta região predominam os terrenos dos Cinturões Móveis Neoproterozóicos (84% da região).

As depressões são o compartimento de relevo com maior expressão na bacia hidrográfica (40%). Em termos de área seguem-se as chapadas (20% da região hidrográfica), os patamares (14%), as serras (10%), as zonas de planície (8%), os planaltos (5%) e os tabuleiros (3%).

Mapa 7 do RF2 - Unidades Fisiográficas

Mapa 7 do RF2 - Unidades Fisiográficas

A bacia hidrográfica do São Francisco apresenta uma ampla variabilidade altimétrica desde a nascente até à foz. As cotas mais altas (entre 2.000 e 2.050 m) são atingidas na Serra Diamantina.

Aproximadamente 75% da área da bacia do São Francisco tem altitudes compreendidas entre 350 e 800 m. As cotas inferiores a 50 m ocorrem na parte jusante do São Francisco, sobretudo na proximidade da foz.

O relevo é suave a aplanado, sendo que 81% da sua área apresenta declives inferiores a 8%. O predomínio deste relevo está associado ao Cratón São Francisco.