Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco 2016-2025

O diagnóstico do estado atual da qualidade das águas superficiais é efetuado ao nível de 22 unidades espaciais que integram as quatro regiões fisiográficas (Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco). Foram considerados dados dos anos 2008 a 2014 de 362 estações de monitoramento.
Foram analisados dados agregados, incluindo o índice de qualidade da água (IQA), índice de contaminação por tóxicos e índice do estado trófico.
Bacias do rio Paraopeba, rio das Velhas e rio Verde Grande.
Verifica-se a manutenção de um estado global de qualidade da água insatisfatório, não obstante melhorias recentes no tratamento de esgotos domésticos. Assim, será necessário continuar a investir neste domínio, assim como no controle de diversas outras fontes poluentes. As desconformidades face ao enquadramento vigente são muito frequentes e pronunciadas. A eventual consideração de objetivos de enquadramento mais exigentes relativamente ao enquadramento vigente terá que ser bem ponderada e estes só poderão ser alcançados de modo faseado, com avultados investimentos, e no longo prazo.
Rio São Francisco (do reservatório das Três Marias à divisa Minas Gerais – Bahia), bacias dos Pará, Jequitaí e Urucuia.
Verifica-se um estado global de qualidade da água mediano, com tendência de evolução positiva desde 2004, na maior parte dos casos. As desconformidades ocorrentes, apesar de frequentes, podem ser minimizadas num médio prazo com um incremento dos investimentos no tratamento de esgotos domésticos e de outras fontes poluentes.
Rio São Francisco, a montante do reservatório das Três Marias e entre as divisas Minas Gerais/Bahia e Bahia/Alagoas.
O estado de qualidade da água é, no geral, bom, frequentemente com registro de evolução positiva desde 2004. As desconformidades face ao enquadramento vigente são escassas ou inexistentes e, em certos casos, seria razoável a consideração de objetivos de enquadramento mais exigentes.
Baixo São Francisco.
A informação disponível é muito insuficiente, mas há indícios de manutenção ou mesmo, em certos casos, deterioração da qualidade da água desde 2004. A contaminação doméstica continua importante e o enriquecimento orgânico devido a atividades agrícolas e pecuárias pode estar a agravar-se em alguns locais. O risco de salinização por utilização agrícola da água é uma realidade a ter em conta.