Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco 2016-2025

No Médio São Francisco, a qualidade da água no rio principal tende a melhorar a jusante da confluência com o rio Paracatu. Para este fato, contribui um progressivo aumento da vazão, acompanhado da recepção de menores cargas poluentes. Entre as bacias afluentes do Médio São Francisco destacam-se, com qualidade da água superior, os casos do rio Carinhanha, rio Corrente, rio Grande, rios Paramirim, Santo Onofre e Carnaíba de Dentro e rios Verde e Jacaré. No extremo oposto, destaca-se o caso da bacia do rio Verde Grande, entre as que apresentam pior qualidade da água de toda a bacia do rio São Francisco. Das 172 estações com dados de IQA (2011, 2013, 2014), este índice mostrou-se “ruim” em cinco (nas sub-bacias Verde Grande e Verde e Jacaré); das 115 estações com dados de CT, 10 apresentaram contaminação alta em 2013 (sub-bacias Paracatu, Verde Grande, Pandeiros, Pardo e Manga e Pacui). Das 121 estações com dados para o índice IET, nove apresentaram estado supereutrófico ou hipereutrófico (sub-bacias dos rios Verde Grande; Pandeiro, Pardo e Manga; Pacuí e Verde e Jacaré).
Na última década verifica-se uma evolução global positiva nas bacias dos rios Urucuia, Verde e Jacaré e no rio São Francisco, entre as confluências dos rios Urucuia e Carinhanha.
Nas restantes sub-bacias, não há uma tendência de evolução clara na última década. No caso do rio Verde Grande, apesar de investimentos recentes em tratamento de esgoto, não se observa ainda uma melhoria sensível. Na bacia do rio Paracatu, localmente, algumas tendências para evolução positiva da situação de contaminação por tóxicos são contrárias a tendências negativas para o estado trófico. Nas sub-bacias dos rios Corrente, Grande, Paramirim, Santo Onofre e Carnaíba de Dentro, registra-se a manutenção de bom a muito bom nível geral da qualidade da água.
No conjunto das estações de amostragem analisadas, em 58% dos casos verifica-se atendimento do padrão de qualidade do enquadramento vigente. As piores situações ocorrem no Alto rio Verde Grande, sem uma tendência de evolução clara na última década.