Aprimoramento do Modelo de Gestão


O PRH-SF 2016-2025 identifica prioridades de articulação, indicando os principais atores envolvidos (sem prejuízo de outros atores e parceiros potenciais), os principais focos/objetivos da articulação e a fase de implementação do plano em que a articulação deverá ocorrer.
Das discussões e consultas realizadas, resultou o entendimento da necessidade de estabelecer um Pacto das Águas entre os estados federados da bacia e a União.

Pacto das águas


O Pacto das Águas deverá abranger:

  • A alocação de água por sub-bacia e as vazões de entrega na calha principal, diferenciadas conforme as regiões e atendendo a critérios de sazonalidade e níveis de água a jusante;
  • A priorização atribuída aos diferentes usos da água, a ser definida segundo cada diferente perfil das dinâmicas regionais, em termos de aspectos socioeconômicos e hídrico-ambientais;
  • As regras de gestão operacional dos principais reservatórios;
  • Compromissos de:
    • Aprimoramento dos principais instrumentos de gestão de recursos hídricos da bacia;
    • Melhoria do conhecimento e do controle da qualidade e quantidade das águas;
    • Revitalização da bacia, através de um conjunto de ações inovadoras, experimentais e demonstrativas para desencadear exemplos de processos de revitalização ecológica e ambiental na bacia hidrográfica.

São também apresentadas recomendações para fortalecimento institucional:

  • Fortalecimento da governança da água
  • Recomendações para atores-chave:
    • Agência Nacional de Águas
    • Estados
    • Municípios
    • CBHSF e Comitês de Bacias Afluentes
    • Agência de Águas (ou entidade delegatária)

Fortalecimento da governança da água


Recomendações para fortalecer a governança da água (OCDE, 2015):

  • Fortalecer o poder, influência e efetividade dos conselhos nacional e estaduais de recursos hídricos para orientar as decisões de mais alto nível;
  • Fortalecer a efetividade das instituições de bacia para a implementação e o engajamento das partes interessadas voltados para resultados;
  • Melhorar a coordenação intersetorial para uma maior coerência e consistência da política;
  • Fortalecer a capacidade e sustentabilidade financeira das instituições de nível estadual;